Costa apresenta Portugal como um “porto seguro” para os investidores canadianos

Costa apresenta Portugal como um “porto seguro” para os investidores canadianos

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Artigo original 4 Maio 2018 por: Jornal de Negócios

O primeiro-ministro apresentou hoje Portugal como “um porto seguro” para os investidores canadianos na Europa, num discurso em que destacou a evolução económica do país e políticas do Governo para favorecer um ambiente de negócios.

António Costa falava no encerramento de um fórum de negócios luso-canadiano promovido pela AICEP (Agência para o Investimento e Comércio Externo de Portugal) e pelo Clube Económico do Canadá, que contou com a presença do primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, e de cerca de 43 representantes de empresas e associações empresariais nacionais.

“Para todos os investidores canadianos, eu quero ser claro: Em Portugal encontrarão um porto seguro para os vossos investimentos. Encontrarão um ambiente de negócios e também um Governo empenhado na inovação e no crescimento”, disse, numa intervenção proferida alternadamente em inglês e francês.

Mas o líder do executivo português foi ainda mais longe nas mensagens sobre a actual conjuntura político-económica em Portugal e na Europa, referindo-se então directamente às consequências do ‘Brexit’ com a saída do Reino Unido da União Europeia.

“Portugal é o melhor país para ser uma segunda casa para os investidores canadianos que querem permanecer no mercado único europeu após o ‘Brexit’. Vamos continuar juntos”, declarou o primeiro-ministro português.

Tal como em outras ocasiões em fóruns de negócios fora do país, António Costa falou sobre a evolução macroeconómica de Portugal nos últimos anos, salientando sobretudo pontos como a redução do défice e da dívida.

Mas, em Toronto, pronunciou-se então especificamente sobre o facto de a agência de notação financeira canadiana DBRS “já não ser agora a única” que coloca Portugal num nível de investimento.

O líder do executivo português defendeu neste contexto que o país “está a crescer mais rápido” do que os Estados-membros da zona euro, com “acentuada descida do desemprego” e com um nível de investimento que “é o dobro da média da União Europeia”.

“Portugal virou a página da austeridade, obteve bons resultados com políticas que geraram maior confiança para os investidores e trabalhadores, e ganhou credibilidade externa”, sustentou António Costa numa nota mais política.

Na sua intervenção, o primeiro-ministro voltou-se a manifestar “orgulhoso” com a integração da maioria dos membros da comunidade portuguesa no Canadá, que atinge perto de meio milhão.

Depois de referências ao aumento das exportações de Portugal na casa dos 12% entre 2012 e 2017, mas também à subida das exportações canadianas para o mercado nacional, António Costa voltou a defender a existência de mais oportunidades na sequência da conclusão do acordo de livre comércio entre a União Europeia e o Canadá, o CETA.

“O CETA é o mais ambicioso acordo comercial até agora celebrado pela União Europeia. Reduzirá os custos de exportação dos dois lados do Atlântico e diminuirá um vasto conjunto de entraves comerciais. O CETA representa uma grande oportunidade desde o comércio de bens, aos serviços, até ao reconhecimento de diplomas de ensino”, acrescentou António Costa.

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