Grupo Sonae não teme impacto da entrada da Amazon em Portugal

Grupo Sonae não teme impacto da entrada da Amazon em Portugal

Artigo original 24 Agosto 2017 por: Dinheiro Vivo

A evolução do negócio e da presença geográfica da Worten deixam a Sonae tranquila em relação à eventual entrada da gigante Amazon no mercado português

A evolução do negócio e da presença geográfica da Worten deixam o grupo Sonae tranquilo em relação à eventual entrada da gigante Amazon no mercado português através de lojas físicas, apontou Luís Filipe Reis, administrador do grupo. “Em Espanha, onde estamos há dois anos, com a Worten a concorrer com os maiores players do mercado, conseguimos registar um crescimento de 70% no segundo trimestre deste ano, o que é bastante assinalável e em Portugal o crescimento foi de 50%”, apontou o Chief Corporate Center Officer (CCCO) da empresa, em declarações ao Dinheiro Vivo.

E estes são resultados que deixam o grupo tranquilo em relação à entrada da Amazon em Portugal. “Atualmente qualquer pessoa em Portugal, desde que queira, já compra online todas as marcas líderes de mercado”, referiu ainda ao DV sobre a potencial concorrência, considerando esta evolução do digital para uma presença física como um passo natural.

“Os players puros do eCommerce já descobriram que não sobrevivem sem presença física, e estão cada vez mais a apostar em pontos de atendimento ao público, porque os aparelhos são cada vez mais sofisticados e precisam de um serviço ao cliente de proximidade”, frisou. Mas a Worten não está receosa. “Está muito bem posicionada no mercado, porque tem presença omni-canal, com pontos físicos em quantidade para uma boa cobertura territorial, o que demorará alguns anos a outro player conseguir os mesmos resultados”, defendeu.

Em relação aos resultados ontem apresentados [ver em baixo], Luís Filipe Reis destacou ao DN/DV o facto do mercado não alimentar internacional ter representado 40% das vendas registadas pela Sonae no primeiro semestre. E apesar do mercado interno continuar a ser “um fator muito importante”, apontou, é além fronteiras que se vão registando “crescimentos mais elevados”, ainda que estas vendas ainda não sejam as mais significativas.

Na análise aos resultados obtidos pelo grupo nos primeiros seis meses do ano, destaca-se igualmente uma quebra de 4,4% no lucro atribuívela acionistas, ainda que o responsável sublinhe que a evolução não é comparável.

“No primeiro trimestre do ano passado foram registados ganhos de capital não recorrentes”, como a venda de ativos, que geraram receitas de mais de 60 milhões de euros, uma inflação nos números que não se verificou este ano. Sem os efeitos não recorrentes, o resultado líquido teria aumentado, assegura Luís Filipe Reis. Este “detalhe” é especialmente visível se olharmos apenas para os resultados de abril a junho, onde nem em 2016 nem em 2017 houve efeitos não-recorrentes. Neste período, o resultado líquido cresceu 39,7%.

Em relação ao setor alimentar, o CCCO do grupo Sonae apontou para a evolução dos resultados do Continente, cujos números mostram que já vai para o “sétimo trimestre consecutivo a reforçar quota de mercado”, o que “significa que continua a destacar-se dos concorrentes”, destacou o administrador.

Fonte Original

Sobre autor

Your email address will not be published. Required fields are marked O teu endereço de email não vai ser publicado. Campos obrigatórios estão marcados.*