Em Lisboa e Porto casa desenhada é casa vendida

Em Lisboa e Porto casa desenhada é casa vendida

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Artigo original 10 Fevereiro 2018 por: Dinheiro Vivo

Escassez de oferta fez regressar a figura da venda em planta que atrai estrangeiros e nacionais. Os preços são mais baixos.

A Avenue – promotora do fundo norte-americano Perella Weinberg Partners – está a reabilitar seis edifícios em Lisboa. Todos estão em diferentes fases de desenvolvimento e nenhum ainda está pronto a habitar. Têm, no entanto, uma coisa em comum: todos começaram a ser vendidos em planta e em alguns casos, já não existem casas disponíveis, ainda a longos meses da ‘chave na mão’.

“Na Avenida da Liberdade temos o Liberdade 203 que está 100% finalizado e já se realizaram as escrituras. O Liberdade 40 que está em fase final de construção e já se encontra 100% comercializado e o 266 Liberdade que está na fase final de licenciamento. No Chiado temos atualmente dois projetos, ambos edifícios pombalinos: o Orpheu XI que tem a conclusão da obra prevista para o final de 2018 e que está comercializado a 80%, e o The Cordon cuja obra arrancou durante o mês de janeiro de 2018, com 50% já comercializado”, revela ao Dinheiro Vivo Aniceto Viegas, diretor-geral da Avenue, a empresa que ficou conhecida por comprar o antigo edifício do Diário de Notícias, no Marquês de Pombal.

Está longe de ser a única. “Desde meados de 2017 que a venda em planta tem vindo a crescer de mês para mês, reatando uma figura que estava perdida há vários anos”, revela Luís Lima, presidente da APEMIP, a associação que representa as empresas de mediação imobiliária. “A escassez de imóveis em stock principalmente em Lisboa e Porto” explicam o fenómeno e, num momento de confiança tanto dos consumidores como dos promotores, investem em casas ainda ‘no papel’ tanto portugueses como estrangeiros.

“Na JLLvendemos, em média, três imóveis por dia. Metade são imóveis em planta”, refere por sua vez, Patrícia Barão, diretora da área residencial da JLL. “Temos atualmente um vasto portefólio de imóveis em planta e alguns já totalmente vendidos. É o caso do Aliados 107, no Porto, e do Liberdade 203, em Lisboa”, destaca, lembrando que “o medo das falências dos promotores e das obras incompletas se desvaneceu” – entre 2010 e 2014, encerraram a atividade 39 641 empresas de construção e imobiliário em Portugal, deixando muitos projetos por concluir.

“Colocámos no mercado, desde meados de 2015, 105 fogos, dos quais faltam apenas vender 8 unidades”, detalha ainda Aniceto Viegas da Avenue, que acaba de lançar um novo projeto em Lisboa – o Mulberry Hill, na Rua da Artilharia 1, onde vão nascer 28 apartamentos a partir de 265 mil euros.

Mas esperar, por vezes, dois anos compensa? “Sai sempre mais em conta comprar em planta”, destaca Patrícia Barão, lembrando que os descontos no valor do imóvel variam geralmente entre 10% e 15% face a um produto já acabado. Há ainda outra vantagem: apesar de geralmente ser associado ao contrato de promessa de compra e venda um mapa de acabamentos, em fases preliminares, o investidor pode fazer pequenas alterações para personalizar o imóvel, e que não comprometem nem o prazo da entrega da casa, nem o preço a pagar.

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