10 festivais emergentes em Portugal

10 festivais emergentes em Portugal

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NOS Alive, Rock in Rio Lisboa, Super Bock Super Rock, Vodafone Paredes de Coura são festivais que dispensam apresentações. Valem pelo seu nome e já são reconhecidos internacionalmente. Mas – e à boleia dos Iberian Festival Awards, que se realizaram em Lisboa, no passado dia 15 de Março, no Fórum Lisboa – há outros que, apesar de ainda não terem aquela dimensão, merecem que os tenha debaixo de olho e de ouvido:

1- Milhões de Festa, Barcelos

Se o móbil para ir a um festival é o cartaz – e continua a ser aquilo que mais faz as pessoas irem a festivais de música – então esteja preparado para não conhecer mais de metade dos nomes do cartaz do Festival Milhões de Festa. Hoje. Amanhã poderá orgulhosamente dizer que viu e ouviu uma banda antes de ela ser mais conhecida. Ou comercial, vá. É esse o trunfo do Milhões de Festa: dar a conhecer bandas de que vamos ouvir falar num futuro não muito longínquo. Mas a grande cartada joga-se à beira da piscina (Piscinas Municipais de Barcelos) em que bóias gigantes se acotovelam umas nas outras, ao som do que se passa no palco mesmo ali ao lado, montado em plena relva sintética. Deixe-se surpreender pelo Milhões e vai ver que vai ser milhões de giro.

2- North Music Festival, Porto

Depois de uma primeira edição em 2017 na cidade-berço, o North Music Festival aprendeu a caminhar e mudou-se para o edifício da Alfândega do Porto. Uma semana antes do Dia da Criança, os mais crescidos poderão não só ver concertos de bandas de renome internacional mas também bandas portuguesas que não lhes ficam nada atrás. Este é um festival que apela a todos os sentidos pois, para além dos concertos, os festivaleiros podem usufruir de experiências gastronómicas, divertirem-se numa zonas de jogos especialmente criada para o evento, ver filmes e documentários entre muitas outras atividades. “Pare, escute e olhe” podia ser o lema deste festival, só acrescentando o “experimente”.

3- Party, Sleep, Repeat, São João da Madeira

Luís Lima era um jovem como tantos outros e como outros tantos, partiu cedo demais. Os amigos, em vez de se entregarem à dor, entregaram-se a um projecto que perpetua o nome do amigo, com alegria e solidariedade. O ponto de partida para a criação desta associação surge com o evento “Party, Sleep, Repeat”, que, este ano vai já para a sua sexta edição. O fito do festival é estritamente solidário e toda a receita de bilhética reverte a favor de projetos sociais da zona de São João da Madeira. Para além de que, é uma bonita montra para as novas e experientes bandas portuguesas, provando que o que é nacional é mesmo bom. No fundo, é juntar o útil ao muito agradável.

4- Leiria Dancefloor, Leiria

E se a maior pista de dança do país fosse num estádio de futebol? Sim, é possível. E continua a ser, desde 2014. O Leiria Dancefloor dança-se no Estádio Dr. Magalhães Pessoa, em Leiria, este ano, nos dias 27 e 28 de julho. São dois dias em que o melhor da música eletrónica se concentra na cidade do Lis e se dança como se não houvesse amanhã. Afirmação no panorama cultural português e impulsionar o turismo no centro do país são dois dos objetivos deste festival, para além da promoção dos melhores DJs a nível nacional e internacional. A única coisa que não vai conseguir fazer é estar parado.

5- Lisboa Dance Festival, Lisboa

Calçados que estão os nossos dancing shoes, descemos até Lisboa e rodopiamos até ao Lisboa Dance Festival, um festival que continua nas sonoridades mais dançáveis. Dois dias em que os DJs são Reis e Senhores da pista de dança. Mas nem só de baile e música vive este festival. Nas conferências que acontecem paralelamente, discute-se o presente e o futuro da música (especificamente, da música de dança, ou EDM), como fenómeno cultural, turístico e publicitário, entre outras vertentes. É ouvir, falar e dançar conforme a música.

6- Caparica Primavera Surf Fest, Costa da Caparica

Apanhamos a onda até ao outro lado do rio e durante dez dias, música e surf são os cabeças-de-cartaz nesta verdadeira celebração da chegada da Primavera. Durante o dia, delicie-se com os artistas das ondas de água e sal, que vão competir pela não só pela sua atenção mas também nas 10 modalidades a concurso. A estes, juntam-se os artistas das ondas do som, cujas manobras são escutadas, essencialmente, em português dos quatro cantos do mundo. Entre nesta boa onda e dê as boas-vindas à Primavera da melhor maneira.

7- Festival Med, Loulé

No sul do país, realiza-se um evento que é muito mais do que um simples festival. É uma experiência que apela a todos os sentidos. O cartaz aposta no que de melhor se faz no mundo através de um alinhamento de sentido único, baseado na World Music. O festival tem ainda espaços dedicados à gastronomia, às artes plásticas, animação de rua, artesanato, dança, workshops, entre outros, divulgando, assim, a oferta cultural presente em vários pontos do globo. Durante 3 dias, o mundo inteiro só tem sentido em Loulé.

8- The BPM Festival Portugal, Portimão

Tudo pode ser exportado, até conceitos de festivais. O The BPM Festival é um exemplo disso: no ano em que assinalou 10 edições na Playa del Carmen, no México, decidiu não só expandir-se para o Brasil, como também atravessar o Atlântico, aterrando em Portugal. Este ano, regressa a discotecas algarvias e salas de espetáculo com nomes sonantes da cena dançável. O The BPM Festival inclui ainda showcases’ e festas  em que a música eletrónica é a Mestre de Cerimónias. Um festival a ter em conta ou não tivesse levado para casa o galardão de Melhor Novo Festival, atribuído na última edição dos Iberian Festival Awards.

9- Nos Summer Opening, Funchal – Madeira

Nos dias em que este festival se realiza, o verão já leva um mês de avanço, mas isso não siginifica que não se possa celebrar a sua chegada. Ou a sua permanência. O que importa é celebrar o verão e o Nos Summer Opening faz isso da melhor maneira: com música! E se a música for portuguesa, melhor ainda! Desde nomes já firmados aos novos talentos que começam a despontar no panorama musical português, todos têm oportunidade de se mostrar em plena capital da Pérola do oceano. Um palco virado para o mar é um luxo só ao alcance dos melhores artistas.

10- Tremor, Ponta Delgada – Açores

Ter o Oceano Atlântico como plateia não é para todos, mas para os artistas que atuam no festival Tremor, é tudo. O Tremor assume-se como uma “idílica experiência musical, com uma programação interdisciplinar que inclui concertos, espectáculos e interacções na paisagem; laboratórios e momentos dedicados ao pensamento; arte nas ruas e residências artísticas que se fundem com a comunidade local“. Tanto que no último dia do festival, a capital da ilha de S. Miguel agita durante 24 horas com actividades em vários espaços da cidade — do teatro ao coliseu, da loja ao café, da igreja ao solar —, transformando-se, desta forma, num enorme hub criativo e cultural. É tremer para crer.

 

Photo Credits: Facebook Milhões de Festa

Sobre autor

Tatiana Mota

Nascida em Lisboa, criada em Lisboa, vida em Lisboa. Lisboa corre-me nas veias desde 1983. Apesar de ser licenciada em Direito pela Faculdade de Direito de... Lisboa, o gosto pela escrita sempre foi maior que o amor pela leitura dos calhamaços. O Direito já lá vai, mas a vontade de escrever e, sobretudo, de dar a conhecer o que há de novo e de melhor na minha cidade, está sempre comigo. Não consigo viver sem arte: música, cinema, teatro, exposições... tudo o que provoca emoções, reações, sensações! Peço perdão pelo excesso de aliteração, mas rimar com (figura de) estilo está-me no coração. Ou não fosse eu devota de Santo António de... Lisboa.

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